Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Rio - Estudo inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong) apresenta um retrato completo das 276 mil instituições privadas e sem fins lucrativos no país. O chamado Terceiro Setor, que cresceu 157% de 1996 a 2002, emprega um milhão e meio de pessoas e paga uma média salarial que vai de R$ 500,00 a R$ 2 mil, superior à remuneração média dos trabalhadores das empresas públicas e privadas.
Para o diretor da Abong, Jorge Eduardo Durão, o crescimento do Terceiro Setor reflete o aumento da consciência das pessoas por melhores condições de vida. "A preocupação com a questão sócio-ambiental começou a avançar a partir dos anos 90, ficando mais intensa com o início do novo século e refletindo no surgimento dessas entidades. É todo um processo de mobilização da sociedade civil em torno da defesa dos direitos do cidadão", acrescentou.
O estudo divulgado hoje mostra que no Terceiro Setor as organizações são muito pequenas. Cerca de 77% delas não têm sequer um empregado. Outra característica é a grande participação de entidades religiosas. As de defesa dos direitos vêm em segundo lugar. De 1996 a 2002, essas entidades quadruplicaram, principalmente no Nordeste.