Brasília - O advogado Cláudio Alves Pereira, que defende o ex-secretário da prefeitura de Sinop (MT) Jair Pessini, disse hoje (21) que o depoimento de seu cliente deverá ser tomado amanhã, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
"No momento em que ele tiver a oportunidade de conversar com a ministra [Eliana Calmon, do STJ], é claro e evidente que ela saberá que foi levada a erro por esse inquérito". Jair Pessini é um dos presos na Operação Navalha, da Polícia Federal (PF), deflagrada na última quinta-feira (17).
Pereira foi um dos advogados que estiveram neste domingo na Superintência da PF, em Brasília. Durante toda a manhã, a movimentação no local foi tranqüila. Apenas alguns advogados foram visitar seus clientes.
Uma pessoa que preferiu não se identificar levou uma sacola com cobertor e objetos pessoais. No início da tarde, dois advogados chegaram à PF, mas não quiseram falar com a imprensa.
Segundo Pereira, Jair Pessini está "bem tranqüilo" e passou a noite bem. "Em uma circunstância dessas, o advogado também tem um papel de psicólogo. Meu cliente está bem tranqüilo, pois sabe o que está sendo feito aqui fora. A gente tem uma convicção, porque, acima de tudo, é um inquérito que está correndo em uma das maiores cortes do país".
Ele também disse estar "confiante" de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes julgue ainda hoje o pedido de extensão de habeas corpus que beneficou o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador geral do estado do Maranhão.
"Sem dúvida, o STF está decidindo. Quando você está mexendo com pessoa inocentes, você não tem dúvidas. Acredito que será feita Justiça e o meu cliente será liberado".
Ontem (18) à noite, Gilmar Mendes indeferiu cinco pedidos de estensão de habeas corpus, mantendo na carceragem da PF o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Carneiro Tavares; o ex-servidor do Ministério do Planejamento Ernani Soares Gomes Filho; o superintendente da Caixa Flávio José Pin; o presidente do Banco de Brasília e o consultor financeiro do Maranhão, Roberto Figueiredo Guimarães; e secretário de Infra-estrutura do Maranhão, Ney de Barros Bello.
Também na noite de ontem, o ministro do STF negou o pedido de liminar em habeas corpus do servidor público do Maranhão Geraldo Magela Fernandes da Rocha. Ele foi assessor de José Reinaldo Tavares, ex-governador do estado.
Por: Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil