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PT diz que sem acordo não há votação esse ano

De: ACam - 19/12/2001 14h32 (original)

Ao sair da reunião do Colégio de Líderes há pouco, o líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), afirmou que a Oposição já apontou recursos na ordem de R$ 2 bilhões que podem garantir o pagamento do salário-mínimo de R$ 210. Pinheiro informou que uma parte viria da taxação do gás, estimada no orçamento em R$ 1,4 bilhão, "mas que o próprio Governo admitiu o uso apenas de cerca de R$ 800 a R$ 850 milhões". A diferença, somada a recursos da taxação dos fundos de pensão e de algumas receitas já previstas pelo Governo, segundo o deputado, daria para deslocar os R$ 2 bilhões necessários para o mínimo. "Está na mão no Governo aceitar a nossa proposta. Se não aceitar, o orçamento não será votado esse ano".

O presidente da Câmara, Aécio Neves, lamentou o impasse. "Um Congresso que avançou tanto no aumento do salário-mínimo para R$ 200; na correção da tabela do Imposto de Renda; e na renegociação das dívidas rurais não pode ser irresponsável. É preciso ver se há mesmo fontes que possam cumprir as demandas da Oposição. Caso contrário, estaríamos dando um passo para trás. Esse avanços não justificam a obstrução do orçamento".

IMPOSTO DE RENDA

Quanto às perdas provocadas pela correção da tabela do Imposto de Renda em 17,5%, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) disse que bastaria fazer um corte linear de 10% nos investimentos que somam R$ 16 bilhões. Segundo Bittar, esse corte daria para cobrir o prejuízo de R$ 1,8 bilhão da União.

PFL NÃO ACREDITA EM ACORDO

O líder do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), se mostrou pessimista. "Vamos persistir até a última hora, mas em uma escala de um a 100, temos apenas 1% de chance de votar a matéria nesta semana".

Os líderes voltam a se reunir à tarde, em horário ainda não definido.

Por Adriana Romeo e Malena Rehbein/LC

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