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CPI da Biopirataria faz audiências no Pará

De: ACam - 13/12/2002 18h18 (original)

Os deputados da CPI do Tráfico de Animais e Plantas Silvestres estão no Pará investigando o comércio ilegal de madeiras nobres. Em audiências públicas hoje e amanhã, na Assembléia Legislativa do Estado, 30 pessoas serão ouvidas. A CPI quer traçar um quadro do tráfico do mogno e outras madeiras nobres, extraídas da Amazônia.

O comércio do mogno está proibido no Brasil desde 99, mas, de outubro do ano passado até agora, o Ibama apreendeu 80 mil metros cúbicos da madeira. Ela é extraída da floresta amazônica, especialmente no Pará, e o maior volume é vendido para o exterior. Os índios recebem dos donos de madeireiras R$ 25, em média, por metro cúbico de mogno, que é revendida por R$ 800. Em países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra , Holanda e Dinamarca, a madeira custa entre um mil a dois mil dólares. Quando é transformada em móveis ou qualquer outro objeto, chega a custar até 5 mil dólares o metro cúbico. A madeira sai ilegalmente do País pelos portos de Belém, no Pará, e o de Paranaguá, no Paraná.

É justamente para identificar o volume de madeira, as principais rotas e os envolvidos no tráfico que a CPI está em Belém do Pará, realizando audiências públicas hoje e amanhã. Pelo menos trinta pessoas devem ser ouvidas. São representantes de institutos estaduais de pesquisa, do Ibama, do Ministério Público e madeireiros da região. Os deputados da CPI alegam que a proibição total do comércio de mogno tem beneficiado os que estão na ilegalidade.

Por Érica Junot/AM

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