O Distrito Federal poderá contar, a partir do próximo ano, com recursos federais garantidos em lei para o pagamento da folha de pessoal das áreas de Segurança, Saúde e Educação. O projeto (PL 7015/02) que institui o Fundo Constitucional do DF já foi aprovado pela Câmara e encaminhado para análise pelo Senado.
PAGAMENTO DE PESSOAL
Pelo substitutivo aprovado pela Casa, de autoria do deputado Pedro Celso (PT-DF), o Fundo Constitucional vai garantir R$ 2,9 bilhões para custear as polícias civil e militar, o Corpo de Bombeiros e os salários de médicos e servidores da Fundação Hospitalar e de professores e funcionários da Fundação Educacional do DF.
De acordo com o texto, os recursos estarão assegurados no Orçamento e deverão ser corrigidos anualmente pela variação da receita líquida da União.
As verbas que a União irá repassar para o Distrito Federal são todas "carimbadas", ou seja, o governo local não poderá utilizar os recursos em outras áreas que não as determinadas pela lei.
AUTONOMIA
Para o coordenador da bancada do DF, deputado Agnelo Queiroz (PCdoB-DF), a criação do Fundo Constitucional dará mais autonomia financeira e estabilidade ao governo local.
Segundo o deputado, a Constituição já estabelece que a União deve organizar e manter o pagamento da área de segurança, mas com o Fundo ficam claras as regras de como deve ser feito o aporte de recursos, que passam a dirigir-se também para a Saúde e Educação.
CONTROLE
O projeto aprovado pelos deputados também cria um Comitê de Acompanhamento e Controle Social dos recursos do Fundo Constitucional. Esse comitê deve ser formado por representantes dos governos federal, do Distrito Federal, da Câmara Legislativa e do Ministério Público.
A proposta será apreciada pelo Senado e, se for aprovada sem modificações, vai tornar-se lei.
Por Adriana Romeo/ DA