A postura brasileira na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), ocorrida em Seattle, Estados Unidos, foi criticada nesta segunda-feira (dia 6) pelo senador Ernandes Amorim (PPB-RO). Para ele, a reunião da OMC não definiu nada e, se tivesse definido, certamente seria contra o Brasil. "O governo, através do Ministério das Relações Exteriores, parece que, nessas reuniões internacionais, muda de camisa ao invés de brigar pelos interesses do país. Aceita imposições contra o trabalhador do campo e a nossa agricultura", afirmou o senador.
Amorim entende que o país precisa ser repensado, pois enquanto os estrangeiros só emprestam dinheiro se fizermos o que eles querem, encontram aqui o BNDES de portas abertas e pronto para financiar a compra de estatais por empresas internacionais. "Enquanto esses países exportam produtos subsidiados para o Brasil, só permitem que desmatemos para plantar a soja que vai alimentar o gado deles", acusou. Para o senador, o Brasil tem o direito de desmatar a Amazônia para plantar e o Mercosul só interessa aos grandes empresários de São Paulo.