Os servidores das 18ª e 19ª varas, em Sobral (Ce), participarão nos dias 7, 8 e 9 de julho de 2009 do seminário “Mapas mentais aplicados às atividades judiciais”, ministrado pelo juiz federal Marcos Mairton da Silva, titular da 18ª vara. O evento acontecerá no auditório da sede da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Sobral (Ce).
Segundo o juiz Marcos Mairton o mapa mental é uma estratégia de codificação. Consiste em um diagrama “voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual, para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras, como ferramenta de brainstorming (tempestade cerebral)” (citação da Wikipédia – verbete).
A Seção de Comunicação Social conversou com o juiz federal Marcos Mairton sobre o seminário. Confira.
ASCOM – Qual o objetivo do Seminário “Mapas Mentais aplicados às atividades judiciais”? Que etapas serão desenvolvidas durante o Seminário?
Marcos Mairton – O seminário tem como objetivo mostrar aos servidores essa ferramenta, cujo uso vem crescendo rapidamente em vários ramos de atividade, e estimular o seu uso no âmbito das atividades da Justiça Federal. No caso da 18ª vara, estou muito determinado a fazer dos mapas mentais uma ferramenta de uso diário, não por imposição, mas pelo convencimento.
O Seminário divide-se em três partes, que talvez correspondam aos três dias de encontro:
Primeiro – Algumas considerações sobre a mente humana e as chamadas tecnologias da inteligência, dentre elas, e com todo o destaque, os MAPAS MENTAIS;
Segundo – Estudo sobre como fazer um mapa mental usando um software especializado nisso. Há vários no mercado. Aprendi com o MindManager, mas pretendo mostrar com mais detalhes o X-Mind, pois é tão bom quanto o primeiro, com vantagem de ser gratuito.
Terceiro – Discussão sobre como organizar as atividades de uma unidade judiciária através de mapas mentais, inclusive – se possível – criando alguns mapas e estudando a possibilidade de os mesmos se integrarem, formando o mapa mental da vara como um todo.
ASCOM – Como esse curso pretende melhorar o desempenho dos servidores?
Marcos Mairton – Conforme será mostrado no Seminário, os mapas mentais se prestam a auxiliar o raciocínio, desenvolver projetos e armazenar informações em vários aspectos da vida, seja a organização de sua agenda pessoal (como já faço a minha) ou a construção de um barco. Assim, trata-se de uma ferramenta que, bem utilizada, permitirá aos servidores organizar melhor suas atividades e, assim, direcionar melhor seus esforços.
ASCOM - Como surgiu a idéia do Seminário?
Marcos Mairton – Já faz alguns anos que me interesso pela mente humana e seu funcionamento. Isto me levou a leituras e exercícios de meditação, concentração e controle da mente. Então, quando soube que na Universidade de Fortaleza – UNIFOR estava havendo um curso sobre mapas mentais me interessei logo. Quando analisei mais detidamente o programa do curso, vi que se tratava de uma visão mais – digamos assim – ocidental da mente (a mente como resultado da atividade cerebral), inclusive com o uso de uma ferramenta prática de organização das idéias e softwares especializados nessa atividade. Fiz o curso e logo vi que poderia usar aqueles conhecimentos nas atividades da Justiça Federal. Claro que meu aprendizado no assunto foi facilitado pelos conhecimentos de informática dos quais eu já dispunha (não esqueçam que minha monografia do MBA foi sobre uso da tecnologia da informação no Judiciário).
ASCOM – Esse conteúdo dos MAPAS MENTAIS já foi aplicado e quais os resultados positivos?
Marcos Mairton – Durante o curso que fiz, o professor mostrou um exemplo da Boeing, onde teria sido feito um mapa mental para planejar a construção de um avião. Mas acho que a técnica ainda é pouco difundida, embora esteja crescendo bastante. O site www.mapasmentai