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Júri do eletricista que responde pela morte do procurador João Leão Filho foi adiado para 09 de novembro.

O julgamento popular do eletricista Juracy Ramalho de Souza, que responde pela morte do procurador João Leão Filho, pautado para hoje, foi transferido para o dia 09 de novembro. O adiamento, deferido pelo juiz Edmar Pereira, titular do 1º Tribunal do Júri da Capital, ocorreu em razão da ausência das quatro, de um rol de cinco testemunhas. Todas elas foram arroladas pela promotora de justiça que atua no caso, Rosana Cordovil. A defesa do acusado, promovida pelo advogado César Ramos, não indicou nenhuma testemunha.

O único a comparecer ao Fórum foi o guarda municipal João Roberto Martins Leal. Ele estava de serviço na Praça Batista Campos, área central de Belém, em frente ao prédio que a vítima morava. Martins Leal ao ouvir os gritos da mulher da vítima correu e segurou o eletricista, entregando-o a um policial militar, que efetuou a prisão em flagrante.

Alessandra Matos Barros e João Miranda Leão Neto, viúva e filho da vítima, que serão ouvidos no júri, não foram localizados pelo oficial de justiça, para serem intimados da data. Pelas informações da promotora Cordovil eles mudaram de endereço e não comunicaram a nova moradia. Outra testemunha ausente foi a ex-empregada da vítima Maria do Carmo Souza da Silva. Essas três pessoas estavam no apartamento quando houve o crime. Também não compareceu Maria Lúcia Rego Costa, que presenciou os fatos. Ela trabalhava para a família que morava ao lado da vítima e assistiu o ocorrido, pois estava no corredor do prédio embalando uma criança.

Procurador do Estado aposentado, João Miranda Leão Filho foi morto a facadas dia 18 de setembro de 2003, por volta das 13h no hall de entrada do apartamento onde morava: no edifício Lourenço Lopes, localizado à Avenida Serzedelo Corrêa, Bairro de Batista Campos, em Belém. O eletricista Juraci Ramalho de Souza será julgado por homicídio qualificado cuja pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado. Ele confessou ter desferido as facadas no procurador, conforme disse, após se desentender com a vítima sobre o preço de um serviço prestado.

A denúncia do Ministério Público, oferecida em 2003, relata que o eletricista Juracy Ramalho de Souza, que já fizera trabalhos para a vítima, foi receber o pagamento de um serviço prestado. Só que desta vez, os dois se desentenderam sobre o preço que teria sido previamente acertado entre ambos. Na denúncia formulada pela Promotoria, o eletricista teria agredido fisicamente a vítima. Em seguida o eletricista retirou uma faca que portava na mala de ferramentas que trazia consigo e investiu contra a vítima, atingindo-o no abdômém.

Na denúncia o representante da Promotoria diz, ainda, que o crime teria sido cometido por “motivo fútil”, uma vez que a discussão entre o procurador e o eletricista teria girado em torno de R$ 30. O serviço teria sido acertado por R$ 80 mas o procurador somente concordara em pagar R$ 50. Diante disso, o eletricista se recusara a assinar o recibo e isto teria precipitado um bate-boca entre os dois. (Glória Lima).

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