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Emoção marca encerramento do curso inaugural da Enamat

O tom descontraído da cerimônia apareceu no próprio formato do discurso de Ives Gandra Filho, feito em forma de relatório de avaliação ao qual chamou de ?Curso de Formação Inicial de Diretores de Escolas Judiciais?. Uma avaliação em forma de relatório foi igualmente apresentada pelos alunos como sua última tarefa do estágio. ?O curso de formação inicial ensinou-me o valor de cada novo colega, a apostar na juventude como fator de transformação social?, afirmou o diretor da Enamat.

Numa cerimônia informal e emocionada, no plenário do Tribunal Superior do Trabalho, foram entregues aos 72 novos magistrados trabalhistas do País os certificados de conclusão do curso pioneiro na história da magistratura brasileira e considerado pelo aluno e juiz Edilson Carlos de Souza, num discurso em nome dos demais juízes, como ?um encontro que prosseguirá pelo resto de nossas vidas?.

?Esse primeiro Curso de Formação Inicial é um verdadeiro milagre, pois realizado sem recursos humanos, sem recursos materiais e sem recursos orçamentários. Conseguir fazer um curso nesse espaço de tempo e com esse sucesso ? que eu não tenho dúvida de que podemos incluir nos seus resultados ? só foi possível com o empenho dos ministros, servidores e os alunos?, avaliou o diretor da Enamat, logo após destacar o dinamismo e o apoio do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ronaldo Leal, para que a Enamat se tornasse uma realidade.

Também participaram da cerimônia o vice-diretor da Enamat, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o ministro Milton de Moura França, a ministra Maria Cristina Peduzzi, o ministro Renato de Lacerda Paiva e o juiz do Trabalho catarinense Giovanni Olsson, que compõe o Conselho Consultivo da Enamat.

Leia a íntegra do ?relatório? do ministro Ives Gandra Martins Filho:

?À semelhança do que foi feito pelos alunos da ENAMAT ? um relatório avaliador das disciplinas e estágios feitos durante o Curso de Formação Inicial ?, proponho-me, ao concluir este 1º Curso, Pioneiro na Magistratura Nacional, a fazer o meu próprio relatório avaliativo do que chamaria de ?Curso de Formação Inicial de Diretores de Escolas Judiciais?, já que muito aprendi nestes dias de outubro de 2006, reportando ao Conselho Consultivo e aos alunos a experiência adquirida e as sugestões para aperfeiçoamento da Escola.

Aproveitando, no entanto, o estilo machadiano das ?Memórias Póstumas?, inverterei a ordem do relatório, começando pela questão final ? de sugestões ?, por reputá-la acidental, de modo a terminar pela primeira ? de conhecimentos adquiridos ?, que considero essencial para avaliar o valor agregado gerado pelo Curso de Formação Inicial. Assim sendo, passo ao relatório, que, insisto, é uma visão muito pessoal do que foi e do que ficou deste Primeiro Curso, inesquecível para todos nós. Serão apenas 4 pequenas observações em relação a cada uma das 3 questões colocadas.

RELATÓRIO DO CURSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE DIRETORES DE ESCOLAS JUDICIAIS

3) Quais as sugestões que faria para o aperfeiçoamento desse curso? (carga horária, metodologia, temática, etc)

a) Manutenção da ESAF como local de hospedagem, por ter sido responsável, não obstante suas notórias limitações, pela integração tão sólida desta 1a Turma da Escola Nacional de Magistratura Trabalhista (no churrasco do sábado pude aquilatar o nível de união da turma, desfrutando da alegre companhia de alunos e funcionários da Escola);

b) Distribuir melhor a carga horária do curso (menos visitas, mais aulas e mais participativas, com 6 horas de atividades como limite diário), ampliando o rol de professores e aperfeiçoando os métodos didáticos de transmissão do conhecimento.

c) Disponibilizar com antecedência aos futuros alunos da Escola os textos básicos para acompanhamento das matérias, tornando mais fácil a assimilação do conteúdo mínimo transmitido em aulas.

d) Postular à administração do Tribunal a disponibilização de um número maior de funcionários para a Escola (até a aprovação do projeto de lei que cria o quadro de pessoal da Escola), de modo a normalizar o trabal

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